28 de dezembro de 2008

Feliz...

ano novo
velhos planos

novas metas
velhas vontades

paciência renovada
pra ansiedade descontrolada

foi feliz o 2008
e ficam os desafios
que venha 2000inove

12 de dezembro de 2008

Música

queria ter esse dom
de tocar a alma com uma simples frase
despertar o sonho com o toque de acorde
refletir sentimentos com suaves melodias
movimentar quem tem tédio
dar uma trilha para a vida


*ela, ela e ela também saíram do óbvio e não usaram as palavras som – ritmo – vibração – dança – instrumento – nota musical

11 de dezembro de 2008

Fugir

Força estranha, essa que me dá
Uma vontade de sair
Ganhar outros ares
Ir pra longe daqui
Rarefeito é o ar que me prende a mim



*
ela, ela e ela também saíram do óbvio e não usaram as palavras fugir – correr – horizonte – novo - velho

8 de dezembro de 2008

O bruxo e Capitu

Machado de Assis não é daqueles autores que a gente lê e, depois, apenas diz se o livro é bom ou ruim. A obra machadiana é inteligente, intrigante, polêmica. Isso porque desperta sentimentos, desconfianças, reflexões e, em alguns casos, impede-nos de chegar a uma conclusão - ou nos sugere várias possibilidades. A filosofia por trás de Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, o mistério que se esconde em Dom Casmurro, ou toda a sutileza de seus contos, por exemplo, são apenas alguns dos fatores que transformaram o autor em um dos maiores escritores da história da Literatura Brasileira.

Com maneira peculiar de escrita, Machado de Assis continua atual. Quase um século após a perda do escritor realista, ainda não cessaram os milhares de estudos sobre a obra, filosofia e personagens. No ano de 2008, centenário da morte de Machado, várias obras estão sendo lançadas em homenagem ao escritor.

Uma das obras que resgatam e discutem o autor é Quem é Capitu?. O livro, organizado por Alberto Schprejer, reúne 15 importantes escritores brasileiros que, em contos, crônicas e ensaios, tentam decifrar – ou apenas mostrar suas impressões – o personagem mais polêmico de todos os criados por Machado. Entre os nomes que participam da coletânea estão Luis Fernando Verissimo, Millôr Fernandes, Lygia Fagundes Telles, o antropólogo Roberto Damatta e Luiz Fernando Carvalho - diretor da minissérie Capitu.

A idéia principal do livro não é se dedicar às especulações sobre a dúvida gerada em Dom Casmurro no século XIX, quando foi lançado, e permanece até hoje: se a moça traiu ou não o marido, Bentinho, com o melhor amigo Escobar. Capitu é “destrinchada” ao longo dos textos, dos olhos de ressaca intrigantes à personalidade misteriosa, sendo estudada a fundo e elevada, inclusive, ao posto de “representação da mulher brasileira”. É um título que vale a pena ler e ter na estante, principalmente para os que gostam de observar o comportamento humano e, claro, apreciar a obra do bruxo do Cosme Velho - como essa blogueira que vos escreve. Fica aqui a dica. =)


Escrevi esse texto em agosto, pro Correiobraziliense.com.br. Aproveitando a estréia da minissérie Capitu, fiz uma pequena adaptação e posto-o novamente, porque Machado de Assis sempre vale a pena. Para ver o texto original, clique
aqui.

6 de dezembro de 2008

Sopro

Enquanto houver pessoas, terei amigos pra contar
Enquanto houver amigos, terei canções pra cantar
Enquanto houver música, terei trilha sonora pra ouvir
Enquanto houver a trilha, terei uma história pra escrever
Enquanto houver história, terei vida pra sentir
Enquanto houver sentimento, terei uma história pra viver