21 de novembro de 2008

Reencontro

A gente tem a tendência de, sem perceber, deixar as coisas como estão. E os desencontros do dia-a-dia acabam se tornando rotina. Mesmo incomodando um pouquinho, como se fosse aquele calo do dedinho do pé, a gente deixa lá. Os encontros que eram rotina acabam se transformando em desencontros, que também viram rotina. E o vazio, que antes era raro, se torna constante e vira rotina, também. E se acostumar com o vazio é pior do que deixar aquele calo no dedinho. Porque o calo muda de lugar, e dói mais. Mas, mexendo um pouco uns pauzinhos, a gente consegue se encontrar de novo, eu sei. E depois dessa história toda, o reencontro dá a lição de que tudo tava errado. E no fim das contas a gente acaba percebendo que se desencontrar também é um encontro.

19 de novembro de 2008

Cordel*

Atenção sinhô e sinhora,
Cabra macho, mulé braba
Duvido q'ocês cunheça
É certo que empalideça
Só de nos ouvir falar
D'uma arte de versejar
Que veio de Portugal
Pousar em terras tupi
E jamais saiu daqui
Mesmo sendo marginal

Nunca se viu nada igual
Nem por todo o Brasil
Uma marra feito essa
Pior do que promessa
Para São Judas Tadeu
Suassuna defendeu
Como arte mais completa
Com canto, letra, desenho
Cordelista é só empenho
Da poesia é atleta

19 de novembro é dia do cordel ^^
*Escrito em parceria com Isabel Vilela, para a revista
Campus Repórter

17 de novembro de 2008

[ 7 ] Luxúria

quente
igual Brasília em outubro

ardente
igual pimenta malagueta

saliente
igual piada de duplo sentido

contente?
só se for você comigo.



* ela, ela e ela também pecam

14 de novembro de 2008

7 de novembro de 2008

Como é bom...



ir pra casa na sexta-feira
chuva no sábado de manhã
rede na sombra quando faz 30ºC
cochilo no domingo à tarde
cinema no meio da semana
conversa à toa em qualquer hora